Ferramentas

Dólar comercial x dólar turismo: qual usar (e quando)?

Não é “um dólar só”: existem cotações diferentes no Brasil. Entenda por que o dólar turismo costuma ser mais caro, quando o dólar comercial aparece nas notícias, e como calcular o custo real em viagem, compras internacionais e remessas.

10–12 min de leitura Fevereiro de 2026
Notas e moedas representando câmbio e dólar

A confusão mais comum: “por que o dólar da casa de câmbio é maior que o do noticiário?”

Se você acompanha o dólar no jornal, normalmente está vendo o dólar comercial. Já quando você vai comprar moeda em espécie (ou fazer operações ligadas a viagem), aparece o dólar turismo. E sim: o turismo quase sempre é mais caro.

A diferença acontece porque as duas cotações servem a finalidades diferentes e embutem custos e riscos distintos (logística de papel-moeda, segurança, estoque, spread maior, etc.).

Pessoa comparando preços e cotações no celular
O “dólar do jornal” e o “dólar da casa de câmbio” não precisam (e geralmente não vão) ser iguais.

O que é dólar comercial?

O dólar comercial é a cotação usada principalmente em operações de maior volume entre bancos, empresas e mercado financeiro: importação, exportação, contratos, grandes transferências e referência para vários preços e análises.

Ele costuma ter spread menor (diferença entre compra e venda) do que o turismo, porque é um mercado mais “líquido” e padronizado, com grande volume de negociação.

O que é dólar turismo?

O dólar turismo é a cotação aplicada em operações voltadas ao consumidor final, especialmente quando existe entrega de moeda física ou quando a operação envolve custos adicionais e mais risco para quem vende. É comum em casas de câmbio e serviços de câmbio “varejo”.

Ele tende a ser maior porque inclui:

Dinheiro em espécie e carteira representando dólar turismo
Moeda em espécie quase sempre sai mais cara: tem logística, risco e spread maior embutidos.

A diferença real na prática

Vamos imaginar (valores ilustrativos) que:

Se você comprar US$ 1.000:

Só aí já dá R$ 250 de diferença — e ainda nem entramos em impostos e tarifas.

Quer calcular com o valor do dia e com outros montantes? Use o Conversor de Moedas.

Qual dólar eu uso em cada situação?

Um jeito rápido de decidir é pensar assim: notícia e mercado → comercial; viagem e varejo → turismo. Mas existem nuances. Veja o mapa prático:

Guia rápido: “qual dólar usar?”
Situação Qual costuma aparecer Observação importante
Noticiário / cotação “do mercado” Comercial É referência, não necessariamente o preço que você paga.
Comprar dólar em espécie (casa de câmbio) Turismo Geralmente inclui spread maior e custos do papel-moeda.
Cartão em viagem / compra internacional Depende do emissor Costuma usar referência de mercado + spread + IOF. O “custo final” manda.
Transferência/remessa internacional Mais próximo do comercial Pode haver taxas e spread. Compare o valor final em reais.
Hotel/loja que cobra em dólar no Brasil Definido pelo vendedor Às vezes usam “dólar turismo” ou um câmbio próprio. Peça a regra.
Dica: sempre compare pelo custo efetivo (cotação + spread + tarifas + impostos).

O que é spread (e por que ele muda tanto)?

Spread é a diferença entre o preço que a instituição compra e o preço que ela vende a moeda. Na prática, é parte da “margem” e também uma proteção contra risco.

O spread pode variar por:

Impostos e taxas: por que o “dólar final” pode ficar bem diferente?

Além da cotação (comercial/turismo), você pode pagar impostos e tarifas, dependendo do tipo de operação (cartão, remessa, câmbio em espécie, etc.).

Por isso, a pergunta mais inteligente não é “qual dólar é menor?”, e sim: qual é o custo final por dólar na prática?

Checklist para comparar opções (sem cair em pegadinha):
  • Cotação usada (turismo? comercial? “câmbio próprio”?)
  • Spread (quanto acima da referência)
  • Tarifas (fixas ou percentuais)
  • Impostos (quando aplicáveis)
  • Prazo (em remessas, o câmbio pode “travar” ou variar)
Se você comparar só o número “do dólar”, pode escolher errado sem perceber.

Cartão internacional: por que às vezes sai mais caro (ou mais barato) que espécie?

Muita gente compara “dólar turismo” com “dólar do cartão” como se fosse uma regra fixa. Mas o cartão pode envolver: taxa de conversão, spread do emissor e IOF. E a conversão pode acontecer no dia do fechamento, no dia da compra ou por regras do emissor.

Na prática, o cartão pode ser vantajoso pela comodidade e segurança, mas pode ficar caro se houver spread alto + IOF + conversão desfavorável.

Se você quer economizar, faça a conta do custo efetivo: valor em dólar × (cotação efetiva do cartão) = total em reais. Compare com o custo de comprar moeda/usar outra forma.

Remessa e transferências: normalmente seguem qual dólar?

Em remessas internacionais, a referência costuma ficar mais próxima do comercial, porque é uma operação “bancária” (sem moeda física). Ainda assim, existe spread e podem existir tarifas.

Duas regras de ouro:

“Dólar PTAX”: onde entra isso?

Você pode ouvir falar em PTAX em contratos, bancos e algumas conversões. De forma simples, é uma taxa de referência calculada a partir de cotações informadas ao mercado em determinados horários. Ela é usada como base em várias operações e comparações.

Importante: PTAX não é, necessariamente, o preço que você vai pagar. O preço final ainda depende de spread, tarifas e regras da instituição.

Dicas práticas para economizar no câmbio

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é “o dólar verdadeiro”?
Depende do contexto. O comercial é referência de mercado. O turismo é preço de varejo/viagem, geralmente mais caro.

Se o dólar comercial cair, o turismo cai na hora?
Nem sempre. O turismo pode demorar a refletir a queda por causa de spreads, estoques e custos.

Qual é melhor: cartão ou dinheiro em espécie?
Depende do spread e dos custos (incluindo IOF). Compare o custo efetivo e considere segurança/aceitação no destino.

Por que a casa de câmbio compra mais barato do que vende?
Isso é o spread. Ela precisa de margem e proteção contra risco/volatilidade e custos operacionais.

Conclusão

O dólar comercial é a referência do mercado e aparece nas notícias. O dólar turismo é o câmbio mais comum para pessoa física em operações de viagem e moeda em espécie — e costuma ser mais caro.

Para escolher bem, foque no que realmente importa: o custo final (cotação + spread + taxas + impostos). E sempre que tiver dúvida, transforme tudo em reais para comparar “maçã com maçã”.

Quer fazer a conta com o valor do dia? Use o Conversor de Moedas.

Leia também


Dica: compare sempre o custo final (cotação + spread + taxas). O “dólar do jornal” é referência.
Quer converter agora? Use o conversor de moedas e veja o valor em reais em segundos.