Juros compostos explicado de forma simples
Entenda o conceito do “juros sobre juros”, veja exemplos reais mês a mês e aprenda quando isso ajuda (investimentos) e quando vira um problema (dívidas).
O que são juros compostos, afinal?
Juros compostos são juros calculados sobre o valor inicial e sobre os juros acumulados. É por isso que o valor cresce de forma acelerada ao longo do tempo — o famoso “juros sobre juros”.
Eles aparecem em dois cenários bem comuns: em investimentos (rendendo a seu favor) e em dívidas (cartão de crédito, empréstimos, financiamentos). A lógica é a mesma — o efeito é que muda.
Por que os juros compostos crescem tão rápido?
O “segredo” é que a base do cálculo cresce. No primeiro período, os juros incidem sobre o valor inicial. No período seguinte, os juros passam a incidir sobre um valor maior (porque já inclui juros anteriores).
Por isso, no começo a diferença parece pequena, mas conforme o prazo aumenta, o resultado muda bastante. Tempo e taxa juntos fazem o valor final “disparar”.
Juros simples x juros compostos (comparação rápida)
Para entender sem complicar:
- Juros simples: calculados apenas sobre o valor inicial. Cresce “no mesmo ritmo”.
- Juros compostos: calculados sobre o valor inicial + juros acumulados. Cresce “em bola de neve”.
Na prática, quanto maior o prazo e a taxa, maior a diferença entre os dois.
A fórmula dos juros compostos
A fórmula mais usada é:
Montante = Capital × (1 + taxa)n
- Capital: valor inicial
- taxa: juros por período (ex.: 2% = 0,02)
- n: número de períodos (meses/anos)
Para simular automaticamente, use a Calculadora de Juros.
Exemplo simples (mês a mês)
Imagine R$ 1.000 com juros de 10% ao mês. Veja como evolui:
- Mês 1: 1.000 × 1,10 = 1.100
- Mês 2: 1.100 × 1,10 = 1.210
- Mês 3: 1.210 × 1,10 = 1.331
Taxa mensal x taxa anual (cuidado com a conversão)
Um erro comum é multiplicar a taxa mensal por 12 para achar a anual. Em juros compostos, isso não é exato, porque há capitalização.
A conversão correta é: (1 + taxa mensal)12 − 1
Exemplo: 2% ao mês não vira 24% ao ano — tende a ser maior.
Quando juros compostos é bom e quando é ruim
Bom: quando você investe e reinveste os ganhos (o dinheiro trabalha por você).
Ruim: quando você deixa dívida rolar (cartão de crédito, cheque especial, empréstimos caros). A mesma “bola de neve” que ajuda a acumular patrimônio pode virar um problema em dívidas.
Dica prática (bem simples)
Se você quer uma regra mental: tempo pesa mais do que parece. Mesmo taxas “pequenas” ficam grandes com o passar dos meses ou anos.
Para fazer uma simulação rápida com seus números, use a Calculadora de Juros.